História

O Vale histórico no estado de São Paulo, nas divisas de Minas e do Rio de Janeiro, é cercado pelas serras da Bocaina e da Mantiqueira. Suas cidades, possuem como características marcantes casarios e palacetes da época colonial, alguns do início do século XVIII.

Ínicio

O Brasil do século XVIII já não era mais colônia, e a emergente e poderosa aristocraccia rural adotava o código de conduta, a maneira de morar, de se vestir e de se expressar da corte Francesa, a mais influente da época

O Ouro que vinha das Minas Gerais passava por aquela região, atravessando a Serra do Mar, em direção ao porto de Paraty, para ser embarcado para o Rio de Janeiro e de lá para a Europa. Ao longo deste percurso, foram aparecendo povoados que serviam de pouso para viajantes e tropeiros, dando origem a este roteiro.

Auge

A situação começa a mudar a partir do ínicio do século XIX, quando chega à região a Cultura do café, baseado nas grandes propriedades e no emprego da mão de obra escrava, uso extensivo do solo e transporte ferroviário, que contava com o suporte da ferrovia Dom Pedro II, que, mais tarde, recebeu o nome de Central do Brasil. As terras férteis e virgens, ideais para este tipo de cultivo e o clima propício para o café atrairam investimentos para a construção de grandes fazendas.
A expansão e o sucesso da lavoura cafeeira no Vale do Paraíba foram fundamentais para fortalecer o império e a economia nacional, tamanho sucesso que levou esta região chegou a ser a mais rica do Brasil durante o ciclo do Café, sendo sua principal cidade Bananal (que foi a cidade mais rica do Vale do Paraíba e por muito tempo a mais rica da Provincia de São Paulo),que entre 1822 e 1888, alcançou o título de maior produtor de café em 1850.
Os bons resultados da produção de café na região seguiram fortes até a década de 1880.

Declínio

Contudo, a história do Vale do Paraíba e o café foi abreviada por causa do tipo de exploração predatória e desmedida das terras, o que comprometeu de forma significativa a fertilidade dos solos e a produtividade. Depois que a capacidade de produção do Vale se esgotou, o café passou a ser cultivado em outra região do Estado de São Paulo: a área que fica no Oeste Paulista e abrange cidades como Campinas, Rio Claro e Araraquara. Esta decadência é retrata em "Cidades Mortas", livro de autoria de Monteiro Lobato.
Como lembrança da história do Vale do Paraíba e o café ficaram os casarões e as fazendas do café, a arquitetura que preserva até hoje elementos marcantes da época colonial, como palacetes, casórios dos antigos fazendeiros do café e estações de trem. Tais construções são preservadas até hoje pelo seu valor cultural e histórico, sendo considerados importantes pontos turísticos que muita das vezes movimentam o turismos nas cidades. As belas construções ricamente detalhadas e restauradas contrastam com a arquitetura atual das cidades, cheias de enormes e belas construções mas até hoje os antigos prédios e estações de trem não perdem sua imponência.. Vale a pena conhecer a história dos barões do café, a arquitetura colonial Neo Clássica marcante e os detalhes sobre a cultura do café na região, além de belezas naturais como: cachoeiras, montanhas e vegetação, aqui você também encontra um povo acolhedor e hospitaleiro!

Cultura

O vale Histórico ainda mantém uma forte ligação com as raízes do passado mantendo suas tradições quase intactas, isso ainda fica mais evidente quando se visita essas cidade.
Algumas dessas tradições são:

Culinária Típica

A culinária vale-paraibana mantém uma forte cultura e uma grande variedade de sabores, e tem como referencia a famosa culinária mineira, que foi herdada da época dos tropeiros bandeirantes, que faziam as travessias das riquezas exploradas, e também mantém ainda um grande vinculo com o ciclo do café, principalmente nas cidades do vale histórico entre elas, Arapeí, Areias, Bananal, Queluz, Silveiras e São José do Barreiro que ainda possuem casarios e palacetes da época colonial Popularmente conhecida como “Comida Caipira” que é um conjunto de pratos típicos do interior de São Paulo. Nos primórdios era feita no fogo de chão na (trempe), o fogão dos tropeiros, onde as panelas ficavam apoiadas em pedras em formato de triângulo ou penduradas em uma armação de três varas em estilo tripé por cima do fogo e que podiam ser de ferro ou de pau verde, e às vezes no chamado tucuruva, um fogão improvisado no meio do cupinzeiro, com o passar dos tempos ganhou altura e formato no que é hoje o fogão a lenha, onde normalmente é feita a maioria dos pratos. Entre os grandes pratos e bebidas da cozinha caipira figuram: o leitão à pururuca, cuscuz caipira de legumes, pamonha, arroz tropeiro, bolinho caipira, vaca atolada, frango caipira, o furrundum, farofa de lingüiça, fraldinha em panela de ferro, caipirinha, a paçoca de amendoim, o feijão tropeiro, a canjica com costelo de porco, o virado à paulista, afogado, bolinho de mandioca, rabada, o angu, pé-de-moleque, a cabidela miúda, quentão, farofa de içá, rosquinhas de pinga, o doce de bananinha e entre outros.

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