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Bananal - SP
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Conheçaos pontos turísticos de Bananal

Quem chega a Bananal (Estado de São Paulo, próximo à divisa com o Estado do Rio de Janeiro) volta no tempo, entrando no mundo das “Cidades Mortas” evocadas por Monteiro Lobato, onde, nos tempos de glória, o Império ia buscar, junto aos barões do café, aval para seus polpudos empréstimos aos bancos ingleses. O café se dera relativamente bem no Rio de Janeiro e era plantado na Baixada Fluminense utilizando técnicas agrícolas predatórias que esgotavam o solo. A constante necessidade de novas terras levou à subida do planalto, rumando para o sul, à procura de áreas virgens. Assim, as plantações que chegaram a Bananal (e também às suas vizinhas São José do Barreiro e Areias), durante algumas décadas, criaram muita riqueza. Quando as terras começaram a se esgotar, a fronteira agrícola foi avançando em direção ao interior paulista. Diversos dos imóveis típicos da chamada “Arquitetura do Café”, do século XIX, ficam na Praça da Matriz (Praça Pedro Ramos), como a casa de dona Laurinha , o Hotel Brasil e a bela igreja matriz. Nessa praça existem ainda um chafariz e um antigo coreto, que reforçam o ar provinciano de Bananal. Outras das construções dignas de nota são a Santa Casa, a mansão do Comendador Luciano José de Almeida e o antigo Teatro Santa Cecília (hoje ocupado pela Secretaria Municipal de Turismo), na Rua Manoel de Aguiar, onde outras fachadas da época áurea da cidade foram conservadas. Na Praça do Rosário fica o Solar Aguiar Vallim, lindo casarão onde o próspero Vallim recepcionava gente graúda da corte do Rio de Janeiro e ou personagens importantes que chegavam da Europa.

Chafariz de ferro em Bananal - Guia Vale Histórico

Chafariz de ferro

Inaugurado em 1879 a pedido de Alfredo Campos da Paz, da Câmara Municipal de Bananal, o chafariz público foi feito em ferro, é ornado com elementos barrocos e possui quatro torneiras. Era utilizado pela população para a captação de água para suas residências durante o período em que a cidade ainda não dispunha dos serviços de água encanada. Instalado na Praça Pedro Ramos, bem diante da Igreja da Matriz, o chafariz é um dos símbolos históricos da cidade.
Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus do Livramento - Guia Vale Histórico

Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus do Livramento

Erguida em 1785 por João Barbosa de Camargo, como forma de pagamento de uma promessa, a capela foi o marco inicial da cidade de Bananal. Para o melhor acesso dos fiéis foi doada o terreno para a construção da nova igreja da matriz foi construída em 1811, em estilo colonial, possui no santíssimo os Doze Apóstolo em madeira. Sua arquitetura é caracterizada pela simplicidade de planta fechada, possuindo implantação de destaque na principal praça da cidade. Passou por inúmeras reformas ao longo de sua existência. Emoldurado pelo patrimônio histórico da cidade, a Igreja parece um cartão postal de Bananal.
Estação ferroviária de Bananal - Guia Vale Histórico

Estação ferroviária

Inaugurada em 24 de dezembro de 1888 como complemento das obras para a Companhia Estrada de Ferro de Bananal (E.F. Bananal), o edifício foi importado da Bélgica, em estruturas desmontáveis e pré-fabricadas de aço, com placas duplas almofadadas e ajustadas por parafusos, sendo doado pelo Comendador Domingos Moitinho. A fabricante belga da estação vendeu e montou o projeto, sendo este o único exemplar montado no continente americano. Com o declínio da economia da região nas primeiras décadas do século XX, que se sustentava com a produção do café e do leite, a E.F. Bananal e toda a sua estrutura, como estações, maquinários e equipamentos, foi adquirida pela União (Governo Federal) em 1918 e em 1963 a ferrovia foi desativada.
Solar comendador Aguiar Valim em Bananal - Guia Vale Histórico

Solar comendador Aguiar Valim

Construído em 1855 pela família Aguiar Valim, o solar vivenciou a riqueza de uma época, recebia em seus salões nobres autoridades do Império. Ocupa toda a face do largo do Rosário (praça Rubião Júnior). Apresenta características neoclássicas, suas portas principais são em arco pleno e a escada principal tem lances simétricos. Possui um salão de baile e coreto para orquestra, no segundo andar 16 portas dão para uma sacada de ferro fundido, um majestoso hall e murais feitos pelo artista catalão José Maria Villaronga, com um primoroso acabamento. O prédio já abrigou a Prefeitura Municipal. Tombado pelo Condephaat em 1976, o solar hoje está aberto à visitação.
Locomotiva Tereza Cristina em Bananal - Guia Vale Histórico

Locomotiva Tereza Cristina

Quem chega à Bananal logo se surpreende com um dos patrimônios da cidade que fica exposto bem na chegada do centro histórico, a Locomotiva Tereza Cristina. No auge do cultivo do café, a cidade era uma das maiores produtoras do ouro verde, tanto que os fazendeiros financiaram a construção de um trecho de ferrovia até Barra Mansa. A Locomotiva 302, batizada de Tereza Cristina, é uma réplica das que circularam no Brasil no início do século XX, portanto, não era o modelo que parava em Bananal. Esta seria uma máquina utilizada no sul do país, na era do crescimento das ferrovias e industrialização do Brasil. Mesmo assim, localizada no centro histórico, dando as boas vindas a esta cidade cheia de preciosidades.
Cachoeira Sete Quedas em Bananal - Guia Vale Histórico

Cachoeira Sete Quedas

Partindo do centro histórico de Bananal-SP, o visitante segue em direção a Serra da Bocaina pela rodovia SP-247 até o km 15, entrando à esquerda, segue mais 6km em estrada de terra até chegar nas primeiras cinco quedas da cachoeira, as águas cristalinas do Rio do Braço descem formando um escorregor natural e ótimos poços para banho. Seguindo pela estrada de terra por mais 4km encontram-se as duas últimas quedas, já localizadas dentro da Estação Ecológica de Bananal-SP. A Estação Ecológica abriga remanescentes da Mata Atlântica, vegetação que já cobriu o litoral brasileiro de norte a sul. Os remanescentes dessa vegetação são tão importantes que foram declarados Patrimônio da Humanidade.
Cachoeira do Bracuí em Bananal - Guia Vale Histórico

Cachoeira do Bracuí

A Cachoeira do Bracuí localizada na cidade de Bananal. A trilha sai da Pousada do Rio Mimoso sendo preciso caminhar por, aproximadamente 4km. O esforço é compensado quando você chega ao local e se depara com uma visão espetacular do Mar de Angra dos Reis ao fundo. A caminhada de uma hora em meio à leva à cachoeira, que se forma no estado de São Paulo e deságua no estado do Rio de Janeiro. São cinco quedas d'água que, somadas, chegam, a 1.100 metros. Ao fundo é possível vislumbrar o mar da Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis.
Fazenda dos Coqueiros, Bananal-SP

Fazenda dos Coqueiros

Foi construída em 1855 pelo casal Major Cândido Ribeiro Barbosa e Joaquina Maria de Jesus.
O herdeiro do casal, Barão Ribeiro Barbosa nasceu com uma doença grave e seus pais fizeram uma promessa de doar o seu peso em ouro a Santa Casa de Misericórdia de Bananal.
Ele conseguiu sobreviver e era conhecido como "Menino de ouro", famoso Barão Ribeiro Barbosa. O Major era conhecido como o 6° homem mais alto do mundo.
Com a abolição da escravidão, a fazenda foi vendida para Luiz Dias conhecido comerciante de Itajubá.
Fazenda Loanda Bananal São Paulo

Fazenda Loanda

Segundo historiadores, a Fazenda Loanda surgiu do desmembramento da Sesmaria de número 05 (pertencente a Manoel Antônio de Sá Carvalho), como resultado do casamento de Luiz José de Almeida com uma filha de Sá Carvalho, em 1791.
Nesta época, a fazenda produzia cana-de-açúcar, aniz, milho e outras culturas de subsistência.
A Fazenda Loanda teve o seu apogeu no século XIX, em virtude da grande riqueza trazida pelo café.
Fizeram, então, lá pelos idos de 1850 uma grande reforma no casarão, introduzindo elementos da Arquitetura Neoclássica que era a moda na Europa.